Centro de Competências dos Recursos Silvestres

Nos últimos anos, tem-se assistido em Portugal ao crescente surgimento de iniciativas agrícolas que valorizam recursos com elevada tradição cultural mas produzidos de forma pouco competitiva, que encontraram interessantes oportunidades nos mercados externos de qualidade, e que, apesar dos constrangimentos económicos imperantes continuam, a apresentar dinâmicas de crescimento.

São caso disso, os chamados recursos silvestres, que encontram em Portugal as condições ideais para uma produção competitiva e de reconhecida qualidade. As ervas comestíveis, o medronho com um vasto potencial nutritivo que tem vindo a ser sistematicamente estudado, os cogumelos silvestres ou de produção através da micorrização de povoamentos florestais e o figo da índia cujo potencial abrange desde a raquete, passando pelo fruto até à flor, e nomeadamente as plantas tintureiras, os cardos e a alcaparra, o funcho, entre outros.

Pela necessidade de fortalecer estas fileiras, foi identificada a oportunidade de constituir o Centro de Competências dos Recursos Silvestres (CCRES), como uma estratégia imprescindível para dar sustentabilidade ao processo iniciado nos territórios rurais de baixa densidade, contribuindo para fixar jovens em zonas rurais, para incentivar o crescimento destas fileiras e traduzir este crescimento em mais-valias económicas para os territórios e para o país.

O CCRES consiste na institucionalização de uma rede de parceiros, constituída para garantir a partilha de conhecimentos, capacidades e competências que assegurem o crescimento, a inovação, a internacionalização e a competitividade dos recursos silvestres.

Para além do Ministério da Agricultura, integram este centro de competências entidades como Associação de Defesa do Património de Mértola (ADPM); Associação de Produtores de Figo da Índia Portugueses (APROFIP); Associação dos Produtores de Aguardente de Medronho do Barlavento Algarvio (APAGARBE); Centro de Biotecnologia Agrícola e Agroalimentar do Alentejo (CEBAL); Centro de Biotecnologia de Plantas da Beira Interior (CBPBI); Centro de Excelência para a Valorização dos Recursos Mediterrânicos S.A (CEVRM); Confraria Gastronómica do Figo e da Figueira-da-índia; Cooperativa Portuguesa do Medronho; Corte Velada, Lda; Eco Sapiens, Comunicação e Educação Ambiental, Lda.; EDIA – Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva, S.A.; Exotic Fruits NewFlavors, CRL; Faculdade de Ciências Sociais e Humanas – Universidade Nova de Lisboa (FCSH-UNL); Greenclon, Lda; INOVISA; Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV); Instituto Politécnico de Beja (IPBeja); Instituto Politécnico de Bragança – Centro de Investigação da Montanha; Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB); Instituto Politécnico de Coimbra – Escola Superior Agrária (IPC- ESA); Município de Almodôvar; Município de Beja; Município de Idanha-a-Nova; Município de Portel; Município de Serpa; NERBE/AEBAL – Associação Empresarial do Baixo Alentejo e Litoral; Quadrante Natural; Quinta Essência, Soc. Agrícola Unipessoal, Lda; Sugar Bloom Unipessoal Lda; TAGUSVALLEY – Parque Tecnológico do Vale do Tejo; TERRIUS; Universidade de Évora (UÉvora); Universidade do Algarve (UAlg); e Viver Serra – Associação p/ a Protecção e Desenvolvimento das Serras do Barlavento Algarvio.