São Tomé e Príncipe: arrancou o Ciclo de Cultura
No dia 1 de novembro, a Praça Yon Gato foi o palco escolhido para a realização do espetáculo “Tchiloli”, apresentado pelo grupo Florentina de Caixão Grande. A peça clássica A Tragédia do Marquês de Mântua e do Imperador Carloto Magno ganhou nova vida, celebrando uma das expressões mais emblemáticas da identidade cultural santomense.
Conhecida popularmente como Tchiloli, esta peça é um teatro popular são-tomense que representa o confronto entre D. Carloto, herdeiro de Carlos Magno, e Valdevinos, sobrinho do Marquês de Mântua. Chegado a São Tomé por volta do século XVI, o texto foi escrito pelo dramaturgo português Baltasar Dias e permanece como uma das manifestações culturais mais antigas do país, especialmente na ilha de São Tomé. Composto por cerca de 30 membros, o teatro segue a tradição medieval em que todos os papéis são representados por homens, inclusive os femininos. A apresentação decorre em espaço aberto e pode durar entre 5 e 6 horas.
Este evento integra-se no Ciclo de Cultura Viva, uma iniciativa do projeto “MOSAICO – Promoção da Cultura e Turismo em São Tomé e Príncipe”, cofinanciado pela Cooperação Portuguesa, através do Camões, Instituto da Cooperação e da Língua.
Com o objetivo de promover, valorizar e divulgar o rico património cultural santomense, o Ciclo de Cultura Viva promove um programa mensal de eventos que incentivam a participação ativa das comunidades locais e visitantes.
O próximo evento terá lugar no dia 29 de novembro, no Centro da Trindade - Distrito de Mé-Zochi, com um espetáculo do grupo Tafua de Monte Café, seguido de uma degustação de chá e café.
